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Agora é noite sem estrelas

Agora é noite sem estrelas

Agora é noite e momentos de saudade
mais que nunca
aquela freqüente cilada
de querer você sempre.

Tudo em você é cheiro,
sabor e mil sorrisos.
Volta, que agora é noite
e eu preciso das estrelas
que foram pintadas
pelo sol em sua pele branca.

Seu ombro amigo
e o silêncio que suas sardas
sabem provocar em mim.
Vivo a apreciar no teu peito
o céu mais estrelado
e de infinito prazer.

Praça Alessandra Fulana de Tal

Praça Alessandra Fulana de Tal

Praça Alessandra Fulana de Tal - Alessandra Fulana de Tal não é uma pessoa de renome, não é filha de nenhum burguês, nem foi amante de nenhum imperador e muito menos a esposa orgulhosa de um governador qualquer. Alessandra não tem casa própria, dinheiro investido ou é autora de um artigo genioso. Fulana qualquer com um sorriso amarelo, cabelos cacheados e castigados pela ação do tempo, com um emprego seguro e tomador de energias, um nome com sobrenome limpo "na praça", dona de um computador, meia dúzia de meias, uma estátua pequena de São Jorge, raízes nas Minas Gerais, cabeça em Marte e pés dispostos a caminhar. De tal sabe que tem um péssimo gosto por homens, por comidas ácidas e por bebidas caras. Odeia falar sobre política, tem facilidade para tecnologia e curte música a qualquer hora. Não investi na fama, mas mantêm uma razoável reputação. Alessandra sonha alto e deseja imortalizar seu simples nome. Fulana não quer ter apenas uma rua com seu nome, pois acredita ser condição para a amante de homem poderoso. De tal deseja ter uma praça linda em sua homenagem, por ser amante da vida e participar de grandes encontros. E para provar que ela sonha alto, o projeto da praça prevê a escolha de comércios, de árvores, de flores e até mesmo dos estilos dos bancos e brinquedos. Será uma praça colorida por muitas flores, freqüentada por muitos e cercada de boas livrarias e cafés. A única residência permitida será um abrigo, onde todos os velhos amigos terão um quarto, sala, banheiro e varanda com vista para a Praça Alessandra Fulana de Tal.
Minha colcha de retalhos

Minha colcha de retalhos

Minha colcha de retalhos

Às vezes sento-me a olhar o céu
a ver o negro da noite, perceber as estrelas,
pensar nos mistérios da vida e a contar o tempo.
mãos no queixo e pernas inquietas
olhares que vão revezando o foco
sobre a beleza da noite e lembranças
que voam em muitas direções
onde costuro uma grande colcha de retalhos
para cobrir o passado, agasalhar o presente
e enfeitar a cama do futuro com pedacinhos de vida.
Pintando o 7

Pintando o 7

Pintando o 7

Entrei na brincadeira!
Tenho uma paixão hereditária pelo número 7. Minha mãe e meus irmãos escolhem sempre seqüência numérica de 7. A residência da família é n.º777, o final do telefone da minha mãe é 777, a senha do cadeado do meu irmão é 7777. Enfim, falar de 7 para mim é uma questão quase familiar.

Sete coisas que tenho que fazer antes de morrer:
1-Mudar para o litoral ou uma charmosa cidade do interior e montar um negócio próprio
2-Ter um lugar meu, com horta, cozinha grande, biblioteca, muitas plantas e uma boa parceria.
3-Aprender a pintar telas, fazer velas e bons pratos.
4-Fazer uma tatuagem
5-Escrever um livro
6-Falar muito eu te amo para as pessoas realmente queridas
7-Tomar muitos vinhos

Sete coisas que mais gosto:
1- Receber carinho
2- Família
3- Reunir os amigos
4- Sexo com amor e/ou química
5- Viagens
6- Alguns momentos de solidão
7- Músicas, fotografias e cheirinhos bons (passaram de sete, mas é que eu gosto de tantas coisas)

Sete prazeres fúteis:
1- Ouvir música no horário de trabalho
2- Assistir filmes tristes para poder chorar
3- Reunião de amigos com cerveja e churrasco
4- Usar coisas novas
5- Ganhar partidas de baralho
6- Receber recadinhos, e-mails, cartas e torpedos
7- Caminhar no mato e ver a paisagem de lugares altos

Sete coisas que mais digo:
1- Ei, fumo!
2- Cara
3- Você tá doido?
4- Saudade
5- For favor
6- Ops!
7- Que preguiça!

Sete coisas que faço bem:
1- Defender algo ou alguém
2- Gargalhar
3- Brigar e perdoar logo em seguida
4- Tocar muito a pessoa amada
5- O trabalho (seja qual for)
6- Arrumar malas em poucos minutos
7- Criar e imaginar

Sete coisas que não faço:
1- Tocar instrumentos musicais
2- Cantar
3- Usar salto alto todos os dias
4- Dormir sem agradecer pelo meu dia
5- Comer muitas vezes ao dia
6- Comprar a prazo sem ter o dinheiro certo guardado
7- Deixar de falar o que penso

Sete coisas que me encantam:
1- Olhares
2- Inteligência
3- O poder da paixão e do amor
4- Cheiro
5- Mar
6- Paisagens
7- Música

Sete coisas que odeio:
1- Sentir-me impotente perante um problema
2- Ter que pedir algo emprestado ou favores
3- Ficar muito tempo ao telefone
4- Ter que esperar
5- Mentiras
6- Falta de opinião própria
7- Bacalhau

Uma visagem minha

Uma visagem minha

Eu me distraio dando sentido as sombras dos críticos enquanto deixo palavras simples aquecerem meu blog. As palavras malvadas são navalhas enferrujadas, que já acordam roucas pela irregular mania de andarem em mexericos.
De leve um sorriso corta o meu rosto, uma sensação de cilada me desafia. Há momentos de prazer quando somos mencionados por estranhos.
Eu beijo o rosto de cada crítico com prazer.
Eu quero o luxo!

Eu quero o luxo!

Algumas pessoas vivem dizendo que eu deveria me arrumar mais. Talvez sentir dor nas pernas, ter que ficar assando no trabalho e sentir uma tonelada de peso sobre os cílios sejam imolações que meus amigos mereçam. Digo imolação porque realmente estarei sacrificando o meu bem estar, o conforto e a leveza. Não é tarefa fácil ficar atrás de uma mesa de computador o dia todo, trabalhando com números, ouvindo o som de vários telefones, aparelhos de fax e a maldita (porém necessária) impressora matricial. Eu concordo com parte do que meus amigos dizem; sei o quanto fico diferente quando estou maquilada, bem vestida e perfumada. Confesso que me sinto a tal. Por outro lado, se eu ficar assim todos os dias não haverá transformações em datas especiais.
Deixe-me com meus jeans, meus chinelos, meus all star e minhas camisetas no dia a dia, prometo que quando sair (mesmo que seja pra comer um churrasco de gato na esquina) usarei minha nova maquilagem (fina e cara).
Preciso treinar para a velhice. Quero ser uma velha linda e louca. Serei uma mulher madura, com bolsas caríssimas, sapatos finos, cosméticos importados, sedas e plumas, glamour, várias garrafas de La Mouline ou um Petrus 1947, unhas postiças e tudo que é dito luxuoso deixarei para a minha caduquice. Se eu perder agora, um tanto do sentido das coisas simples, das pequenas sensações e me deixar domesticar por uma caducidade alienada, talvez eu vire grã-fina.
Na atual data, fazendo jus dos meus valores, só serei bela, perfumada e purpurinada em eventos especiais.
Poxa! Eu sou limpinha e cheirosa todos os dias.
Salve o luxo!
Sasha

Sasha

Abril é um mês especial na minha vida. Foi em 20 de abril de 2004, que um médico me disse que eu estava com câncer. Quando recebi a notícia fui tomada por um medo inexplicável, mas decidi vencê-lo. Convivi com meus maiores medos e com muitos fantasmas, mas eu tentava estabelecer uma balança das coisas ruins e boas. Nunca me queixei perante Deus, mas confesso que afirmava diariamente que não morreria por causa da minha doença. Vivi durante 6 meses muitos encontros e reuniões comigo mesma.
É complicado ter que fazer quimioterapia e radioterapia, passar mal, olhar-se no espelho e perceber cada transformação... É como viver um encontro com a sã loucura. Perder todo o cabelo e ficar sem pêlos gera uma sensação de abdução... Eu parecia perder minha identidade estética, mas a espiritual e moral não era abalada e sim acrescentada.
Eu terminei o tratamento após 6 meses (fiz 6 sessões de quimio e 21 ou 23 radios).
Dia 20 desde então é a minha segunda data de aniversário.

Porém, em 20 de abril desse ano, eu estava dando uma olhada numa comunidade feita para pessoas que fazem ou fizeram quimioterapia e li que Sasha, uma menina linda de 15 anos desencarnou. Uma menina guerreira que lutava contra um câncer de ovário há dois anos e meio.
Resolvi então, postar umas fotos e frases que foram colocadas no perfil da estrelinha Sasha:

“Se quiser me encontrar não vá mais aos lugares que andei ou morei, já não moro mais em minha casa e não ando por ai. Se quiser me encontrar, pare um pouco, e em silencio pense em mim. Se você quiser me encontrar olhe bem dentro de você, sinta seu coração bater forte, sinta-se feliz e não procure mais por mim. Eu estou ai, dentro do seu coração.”

“Ser jovem andar com passos firmes e não parar diante dos obstáculos,é andar nos horizontes é ver nascer numas presença d DEUS é alegrar-se com pequenas coisas é cantar,sorrir;amar,perdoar.É ter coragem d gritar e d olhar o medo é subir na vida e gritar bem alto EU LUTEI E FUI FELIZ E AGORA EU ESTOU CM DEUS SEM DOR E CM VCS NO MEU COLAXÃO”

Xô palavras e pensamentos negativos...

Xô palavras e pensamentos negativos...

Há, para mim,
Nos receios,
Na determinação, Algo de música, De liberdade,
De coragem.
Não estou doente.
E de olhos abertos sigo,
Não quero ter medo da morte.
De vida ou quero manter o espírito.
Bate forte coração,
Mantenha a atração pela cura.
Tenho um corpo débil
Montado por partes valentes.
Que transpiram linguagens,
Que ressoam significados
Poliglotas.

Recebi ontem uma ligação. O cara do outro lado da linha, dizia ser uma pessoa boa e que precisava me ajudar. Disse que eu estou precisando de ajuda espiritual e que estou muito doente e que se não me cuidar vou partir desta vida. Também me disse que vou perder um ente querido e várias outras previsões censuráveis. Tenho uma paixão grande pelo Espiritismo. Respeito muito todas as religiões e vejo beleza em todas, mas não sigo as outras linhas religiosas espirituais originadas na assimilação de elementos culturais afro-brasileiros. Normalmente as pessoas associam o Espiritismo à Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Uma pessoa um pouco mais informada sabe que são linhas distintas.
Quero deixar claro, que tenho uma parceria com a vida. Tenho uma receita para a fé, para o espírito e para o corpo: acredito em Deus; freqüento reuniões de estudos, ajudo meu próximo, amo meus amigos e familiares e sou correspondida e busco cura física na medicina.
Posso desenvolver qualquer enfermidade no futuro, mas hoje, estou saudável e vivo feliz assim.
Salve a vida!
Se “o cara do outro lado da linha” tem a intenção de ajudar, devolvo a mesma energia dobrada. Mas que vá gorar outra pessoa bem longe de mim e das pessoas que amam a vida.
EU na REVISTA MALAGUETA - literatura que arde

EU na REVISTA MALAGUETA - literatura que arde

Estou radiante! Publicaram um texto meu na Revista Malagueta.
A Revista Malagueta é uma revista mensal que surgiu da idéia de querer expandir o núcleo de escritores conhecidos com outros de grande talento que ainda estão sob páginas empoeiradas de ótimas letras. Páginas inexistentes no concreto, mas belamente idealizadas no imaginário de quem quer publicar e ser reconhecido pela sua obra.
Antes de tudo, a Revista Malagueta quer publicar o novo, além do conhecido. Quer peregrinar novos territórios, novas visões, sempre com a extrema qualidade que requer uma revista séria como esta pimenta ardida, que já é trincada por dentes de novos artistas.
Vamos apoiar o prazeroso projeto cultural de Alex Sens Fuziy.
Eu plágio

Eu plágio

Meu verso e eu somos bons parceiros.
Eu às vezes
não correspondo ao verso.
Já o verso sempre me acolhe.
Vivemos uma união complementar.
Para que eu me ache
Ou me encontre
Em um dado lugar.
Para que eu liberte
Ou me sinta livre das impotências.
Para que eu me entenda
Ou me perceba um ser.
Eu imito meu verso.
Hoje eu só quero o peso do seu corpo no meu colo

Hoje eu só quero o peso do seu corpo no meu colo

Eu entendo suas reclamações e me coloco na balança da responsabilidade; busco pesos iguais. De um lado o encanto e prazeres e de outro todas as frustrações e dores. A balança mostra o peso desigual quando estamos longe. O peso maior deixa de ser do lado racional e passa para o lado emocional. Como então, achar equilíbrio? Creio que a solução pode estar na aquisição de uma balança daquelas antigas, trabalhadas manualmente. As balanças modernas têm muita precisão e fazem valer cada grão de nervosismo e dissabores. Sentimentos valem pela intensidade e não pelo peso material. Vamos cotar de maneira mais justa. O gostar vale dez vezes mais do que o aborrecimento e ponto final.
[Foto: A balança de Carlos16Celta's]
[Texto: Alê Quites]
"Quem diz que ama e não procura compreender e auxiliar, nem amparar e servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém." (André Luiz)

Sexta-Feira 13!

Hoje é sexta-feira e para melhorar dia 13. Oba! Vou soltar as minhas bruxas. Bom final de semana pra todos.

Sexta-Feira

A origem da sexta-feira 13
São três as explicações mais conhecidas, mas a mais forte delas tem sua raiz na crença católica

A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.
Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.
O número 13
A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Índia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. Reportando-nos agora à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, "E pluribus unum" (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.

[foto: Katu beltza Gato negro]

nÃo é cÉu

nÃo é cÉu

Hoje eu acordei bem. Quero um dia cheio de melodias.
Resolvi trazer para o trabalho alguns cd's. Muito serviço ao som de boa música.
O especial de hoje é o cd TAMBONG de Vitor Ramil, que foi um presente da amiga de [Uma Janela].
Vou postar para todos a primeira música do disco supracitado:

NÃO É CÉU
Vitor Ramil

Não é céu sobre nós
Dele essa noite não veio
E muito menos vai o dia chegar
Se chegar, não é sol
Quem sabe a luz de um cigarro
Que desaba do vigésimo andar
É fogo, mora
Deixa essa brasa descer lá fora
Deixa o mundo todo queimar
É cedo, cedo
Fica comigo, me abraça
Que calor melhor a rua não dá
Não é céu sobre nós
Se fosse o céu que se conta
Não seria a ponta acesa a brilhar
Se brilhou, não é so
Se fosse o sol desabando
Nem meu quarto ia poder te salvar
É fogo, mora
Gente na brasa a gritar lá fora
Só nos falta Nero cantar
É cedo, cedo
Fica comigo, me abraça
Que calor melhor a rua não dá
Não é céu sobre nós
Não vimos noite passando
E essa luz não fez o galo cantar
Se cantou, não é sol
Dia nascendo normal
A gente acorda e não costuma gritar
É fogo, mora
Deixa essa brasa sumir lá fora
Deixa o galo nos acordar
É cedo, cedo
Fica comigo, me abraça
Que calor melhor a rua não dá